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Uki Goñi A Verdadeira Odessa O contrabando de nazistas para a Argentina de Perón Editora Record | Rio de Janeiro
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Uki Goñi, cidadão argentino, nasceu em 1953 em Washington DC e foi educado nos Estados Unidos, Argentina, México e Irlanda. É colaborador de jornais britanicos (The Sunday Times, The Guardian, The Observer, The Scotsman), americanos (The New York Times, Time, Miami Herald) e argentinos. Mora em Buenos Aires desde 1975.
Time: Uma peça extraordinaria de jornalismo investgativo ... e também um marco para a história.
The Sunday Times: Goñi expôs as fraudes e as cumplicidades, e derrubou o que chama de "muro de silêncio".
Times Literary Supplement: A análise de Goñi sobre a chegada dos nazistas e colaboradores na Argentina é impressionante.
Foreign Affairs: Este livro espantoso detalha o que foi suspeita por muito tempo. |
O fato de a Argentina ter abrigado nazistas é notório. Adolf Eichman, o arquiteto da “Solução Final” de Hitler, organizador da deportação de judeus de toda a Europa aos campos de extermínio; Joseph Mengele, o médico das SS em Auschwitz; Erich Prieble, o oficial das SS responsável pelo massacre de reféns italianos em Roma, e muitos outros criminosos de guerra encontraram refúgio naquele país.
A verdadeira Odessa é uma investigação minuciosa que revela, pela primeira vez, como o ditador Juan Perón armou uma vasta rede de agentes internacionais destinada a resgatar centenas de colaboradores do Terceiro Reich. Essas operações alcançaram até mesmo o Vaticano, a Cruz Vermelha, diplomatas, policiais e políticos em vários países europeus. Uki Goñi descreve os mecanismos de fuga, analisa o anti-semitismo da elite argentina e documenta os primeiros contatos entre Perón e os nazistas. A verdadeira Odessa reconstitui esse processo desde a chegada de agentes do serviço secreto de Himmler a Madri, em 1944, com o objetivo de preparar rotas que permitissem a fuga dos nazistas derrotados. Em 1946 esta operação foi transferida para Buenos Aires, estabelecendo-se a partir da Casa Rosada e estendendo seus tentáculos até a Escandinávia, Suíça e Itália. O autor enfrentou obstáculos à sua pesquisa, como o fato de os arquivos argentinos sobre a colaboração do governo Perón com o nazismo terem sido queimados em 1996. Contudo fundamentou-se em arquivos inéditos do Serviço Secreto norte-americano, em documentos particulares europeus descobertos nos últimos anos, e em entrevistas com envolvidos nesses processos. Entre outras revelações, o autor denuncia que o Vaticano, a Igreja Católica e o governo Argentino firmaram um acordo secreto em Roma para viabilizar a fuga de criminosos de guerra franceses e belgas para a Argentina. Também mostra como as autoridades suíças permitiram o trânsito ilegal de nazistas em seu território e explica como o ouro do tesouro de estado croata, em parte originado no saque das 600.000 vítimas judias e sérvias do regime, foi parar na Argentina. Assim Uki Goñi compôs uma narrativa factual e histórica, competentemente documentada, sobre a fuga em massa de criminosos de guerra do Reich. Focaliza antigos membros das SS reunidos por meio de uma organização secreta chamada Odessa (Organization der SS Angehoerigen ou Organização de membros das SS) que inspirou o best-seller de ficção O dossiê de Odessa, do escritor inglês Frederick Forsyth. |
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